![]() | No ratings.
O Primeiro Manifesto. |
| Desde que te mantenhas adormecido num véu delicado e fino de sono melancólico, voarás. Não ouses acordar, ou desces pelo abismo, de encontro à morte que te ama. (Ela abraça-te por uma única vez!) CaÃ. Será que o mundo parou? O sol mantém-se lá no topo, e cobre-me com uma onda de calor asfixiante e insuportável que me seca o sangue. As estrelas mantêm fixas no céu, como lembrança atormentada dos pecados e prazeres passados a que renunciei (E quantos foram!). CaÃ. Apoderas-te da minha boca, como se fosse da tua posse. Apenas porque a morte está premonitada, essa mesma gélida e bela criatura, amante de uma só noite. O terror esquiço do teu coração reflecte-se na tua lÃngua inquieta, que, tal como uma serpente, me envenena os vestÃgios escassos de pureza e liberdade. CaÃ. Agora abraças-me como a uma lâmina, que me perfura continuamente o peito; este, repleto de beijos teus, grita. Beijas-me enquanto me esvazio em sangue, no centro mÃstico desta planÃcie atormentante. E todos os meus sonhos se despedaçaram.... Com uma queda. |